«Construir o Pinhal de Futuro a celebrar a vida»

Apresentação do projeto em Castanheira de Pera

«Construir o Pinhal de Futuro a celebrar a vida»

16 de junho de 2018

A Associação EPIS – Empresários Pela Inclusão Social, em parceria com o CINEICC - Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental, da Universidade de Coimbra, apresentaram o projeto “Pinhal de Futuro - Rastreio e acompanhamento psicológico de crianças e adolescentes afetados pelos incêndios de 2017”, na Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclo Bissaya Barreto, em Castanheira de Pera. Esta sessão contou com a presença de Sua Excelência o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da Direção da EPIS, António Vitorino, a Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, e diversas autarquias e instituições parceiras do Fundo de Apoio às populações e à revitalização das áreas afetadas pelos incêndio - Caixa Geral de Depósitos, “Caixa Unidos por Pedrógão”,  Altri, Navigator, EasyJet, Collège Anatolle France e The Claude and Sofia Marion Foundation.

A EPIS quer contribuir para, tal como referiu o Presidente da República no discurso de encerramento da sessão, «construir o Pinhal de Futuro a celebrar a vida, virados para o Futuro».

O “Pinhal de Futuro” é o primeiro projeto a ser desenvolvido em Portugal para rastreio e acompanhamento psicológico de menores, com mais de seis anos, expostos a ocorrências traumáticas de larga escala, como a que se viveu no verão passado. Abrange crianças e adolescentes, dos 6 aos 18 anos, das escolas dos concelhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande e Sertã, num universo inicial de 2.557 alunos.

O projeto “Pinhal de Futuro” é promovido pelo “Fundo de apoio às populações e à revitalização das áreas afetadas pelos incêndios”, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian, e desenvolvido em contexto escolar, pela EPIS - Associação Empresários Pela Inclusão Social, em parceria metodológica com o Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC), da Universidade de Coimbra, que envolve cerca de 444 crianças e adolescentes que apresentam sinais de perturbação como consequência dos incêndios florestais.

 

A abordagem metodológica deste projeto pioneiro pode ser utilizada em situações futuras

Com o projeto “Pinhal de Futuro”, foi desenvolvido, pela primeira vez em Portugal, um instrumento de rastreio e acompanhamento psicológico de crianças e adolescentes expostos a ocorrências traumáticas de larga escala, cuja abordagem metodológica poderá ser aplicada de forma mais célere em situações futuras. Por outro lado, o projeto constituiu uma base de registos históricos de sintomas e ocorrências que permitirá realizar estudos de natureza científica e comparar o impacto de diferentes situações de catástrofe futuras em populações jovens.